sábado, 17 de abril de 2010

      Sempre tives-te o dom de me baralhar, apesar de não gostares de mim continuas a querer-me por perto e eu a ti . . .

      Quando me separo de ti, já não choro, porque sei que o que pode acontecer entre nós é um mistério da existência.

      A paixão é mesmo isto, nunca sabemos quando acaba ou se transforma em amor, e eu sabia que a tua paixão não iria resistir à erosão do tempo, ao frio dos dias, ao vazio da cama, ao silêncio da distância . . . e por isso aprendi que há um tempo para acreditar, um tempo para viver e um tempo para desistir, porque o amor é um mistério em estado líquido que se pode solidificar numa relação quase perfeita ou evaporar-se com o tempo e a distância, chamando a ausência para o lugar do futuro. E quando o futuro é um lugar deixado vazio nada mais há a fazer senão voltar para trás e procurar, sem procurar, uma nova nascente, porque são sempre os mais pequenos pormenores que nos prendem ao homem que realmente amamos na vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário